sábado, 21 de fevereiro de 2015

As possibilidades de carreira na área de varejo

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Para abrir novas lojas e continuar a crescer em vendas, o varejo precisa cada vez mais de profissionais capacitados à frente das empresas. Jovens interessados em trabalhar no setor encontram oportunidades de carreira dos mais variados perfis.
O mercado costuma dar preferência a quem tem formação em administração de empresas, economia, engenharia ou marketing. Ter pós-graduação ou MBA em varejo ou gestão de negócios é outro atributo cada vez mais desejável para cargos de gerência.
Comercial ou vendas: é o coração da atividade. Profissional faz os pedidos para a indústria; ajuda a definir quanto cada loja deve vender e trabalha para cumprir a meta; escolhe o que entra e o que sai do portfólio de produtos; e treina a equipe para vender mais e melhor.
Operações ou logística: sua responsabilidade é não deixar faltar ou sobrar produtos nas lojas. Para isso, funciona como elo entre a indústria, que entrega uma grande quantidade de produtos nos centros de distribuição dos varejistas – galpões usados como estoque –, e o abastecimento das prateleiras nas lojas.
Marketing e comunicação: estuda a concorrência e o que o consumidor da empresa deseja encontrar nas lojas; elabora campanhas publicitárias em parceria com agências; é responsável pela qualidade do atendimento nas lojas e responde pelos canais de relacionamento com o cliente, como o atendimento telefônico e via internet; também ajuda na criação de conteúdo e campanhas para engajar consumidores nas redes sociais.
Finanças e relações com investidores: planeja, organiza e controla as atividades financeiras da empresa. Para atingir as metas, define o que é prioridade no curto, médio e longo prazo para cada área da companhia. Empresas de capital aberto (ações negociadas em bolsa) têm área de relações com investidores, responsável por apresentar os resultados da companhia para o mercado e tirar dúvidas. Mais de uma dezena de varejistas brasileiras abriram capital na bolsa na última década.
Recursos humanos: é responsável pela organização dos funcionários da empresa; por definir e implantar políticas de remuneração, assim como de atração e retenção de talentos. Não se trata de um desafio trivial no caso do varejo, um dos setores que mais emprega no Brasil. Só o Grupo Pão de Açúcar tem 160.000 funcionários.
Este artigo foi originalmente publicado no Na Prática, portal de carreira da Fundação Estudar

10 notícias de Marketing que você não pode deixar de ver

Tim Cook, da Apple, no evento WWDC 2014

Veja a seguir as 10 notícias de Marketing que marcaram a semana.
MARCAS VALIOSAS:  a consultoria Brand Finance divulgou seu ranking anual das 50 marcas mais valiosas do mundo. A Apple manteve-se, invicta, na primeira posição
FORÇA DOS BRINQUEDOS: A Lego desbancou a Ferrari e se tornou a marca mais poderosa do mundo em 2015, de acordo com a mesma pesquisa da Brand Finance. 
CARNAVAL: Insatisfeitas com verba cedida pelo governo, as agremiações passam a apostar na captação de patrocínios. Veja sucessos e fracassos dos sambas-enredos patrocinados. 
UMA DÉCADA DE YOUTUBE: o icônico canal de vídeos completou 10 anos no dia 14 deste mês. Veja os 10 comerciais mais compartilhados da história.
OLIMPÍADAS: A Canon será o patrocinador nacional da Olimpíada de 2020. A empresa também foi designada como câmera fotográfica oficial do evento.
APOIO DE PELE: Campanha contra do fome da ONU fechou parceria com o jogador sueco Ibrahimovic. Ele tatuou 50 nomes de pessoas que passam fome para um jogo.
INTERVENÇÂO DO BEM: Dove vai "transformar" tweets negativos sobre o Oscar. A ideia da marca é fazer uma espécie de intervenção dos tweets negativos para transformá-los em mensagens positivas.
VÍDEO HIPNÓTICO: Adobe celebra 25 anos de Photoshop com vídeo hipnótico de ilustrações ao som de Aerosmith. O novo filme da marca homenageia o Photoshop ao som da balada "Dream On", de 1973
FUTEBOL: Barça fecha patrocínio de R$ 128,8 milhões com a Telefônica. O acordo é válido para os próximos três anos.
PRESERVAÇÃO: Ação da WWF permite que usuário aposte corrida contra tigre. O objetivo, além de conscientizar a população sobre a quase extinção da espécie, é fazer com que o usuário integre seu app de corrida preferido na plataforma

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Chocolates da Nestlé serão mais naturais nos EUA

Fabricação de doces com chocolate em uma fábrica da Nestlé na Rússia, em Samara

Nestlé irá substituir todos os corantes e aromatizantes artificiais dosdoces fabricados nos Estados Unidos. A empresa suíça prometeu trocar os ingredientes por opções naturais em mais de 250 produtos até o fim deste ano.
Ao invés dos corantes Vermelho 40 e Amarelo 5, por exemplo, a cor do centro da barra Butterfingers virá do urucum, semente muito usada para tingimento.
Já no chocolate Crunch, o sabor artificial de baunilha será substituído pelo natural. Os primeiros itens modificados já estarão nas prateleiras no meio do ano, com um aviso na embalagem. Mais de dez marcas serão afetadas, como Butterfinger, Crunch e Baby Ruth.
A fabricante de doces garantiu que os ingredientes de fontes naturais são certificados pela agência FDA (US Food and Drug Administration) e que não haverá mudanças no sabor.
Um porta-voz também afirmou ao Wall Street Journal que os preços não aumentarão, apesar do custo maior na obtenção dos produtos naturais.
O próximo passo será trocar os aditivos nos doces Sweet Tarts e Nerds. Um porta-voz disse que esse processo será mais difícil, porque as cores brilhantes e fluorescentes dos doces são difíceis de serem encontradas na natureza.
Segundo a empresa, a mudança foi feita depois que uma pesquisa de mercado apontou uma que consumidores buscavam alimentos livres de aditivos. Mais de 60% dos americanos disseram que a ausência de corantes artificiais é um fator importante na decisão de compra, segundo uma pesquisa da Nielsen citada pela companhia.
“Nestlé é a empresa líder em nutrição, saúde e bem estar, e nosso compromisso em remover sabores artificiais e corantes certificados nas nossas barras de chocolates é um marco importante”, disse Doreen Ida, presidente da Nestlé.
A mudança ocorreu primeiro no Reino Unido – a transição ocorreu entre 2005 e 2012. O diretor Paul Grimwood, que liderou os esforços então, começou a planejar a mudança nos Estados Unidos.
Concorrentes
Também seguindo a tendência de deixar os produtos mais naturais e saudáveis, a Hershey afirmou que está trocando xarope de milho por açúcar, mas a mudança ainda está nos estágios iniciais.
Mars está estudando usar corantes naturais nos doces M&Ms. Além disso, aMondelez, que fabrica biscoitos Oreos, disse que irá reduzir gordura saturada em 10% até 2020. 

MPF cobra R$ 4,47 bi de empresas investigadas por desvios na Petrobras

Corrupção na Petrobras deveria ter sido apurada nos anos 90, diz Dilma (Editoria de Arte/G1)


Cinco ações de improbidade foram ajuizadas nesta sexta-feira (20).
Valores envolvem ressarcimento, indenização por danos morais e multa.

Do total cobrado nas cinco ações, a maior parte corresponde a indenizações por danos morais coletivos – R$ 3,19 bilhões. Outros R$ 959 milhões dizem respeito a multas civis, enquanto R$ 319 milhões correspondem a ressarcimento ao erário por desvios de recursos da estatal.
G1 entrou em contato com as construtoras citadas e aguarda os posicionamentos sobre as ações.
A Galvão Engenharia informou que não vai se pronunciar.
A Engevix informou que, "assim que notificada, a empresa, por meio de seus advogados, tomará as devidas providências".
Segundo o MPF, as ações de improbidade, ao contrário das ações penais que já tramitam na esfera criminal contra os acusados, permitem que as empresas também possam ser punidas por eventuais irregularidades. Se aceitas pela Justiça, as ações de improbidade devem tramitar na esfera cível.
O órgão pede ainda a proibição de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais ou de crédito. Ficam sujeitas às sanções, ainda, empresas ligadas ao mesmo grupo econômico eventualmente condenado.
A íntegra das ações ainda não foi divulgada pelo MPF. No entanto, o órgão afirma que o material detalha a participação dos envolvidos no pagamento de propina para funcionários da Petrobras. Os valores variavam entre 1% e 3% do total de contratos bilionários obtidos através de licitações fraudadas. Ainda conforme o MPF, o esquema perdurou entre os anos de 2004 e 2012, com pagamentos se estendendo até o ano de 2014.
Âmbito criminal
Executivos ligados às empreiteiras já respondem à Justiça na esfera criminal por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional. Em dezembro de 2014, o MPF ofereceu denúncias contra 36 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato.
Além das condenações, o objetivo das ações, que atualmente estão em fase de audiências, é recuperar R$ 1,18 bilhão. De acordo com o Ministério Público Federal, a quantia corresponde a 3% dos valores de contratos firmados entre as empresas e a Petrobras por meio do esquema de fraude em licitações. Segundo o MPF, esse era o percentual destinado à propina pago por empresas corruptoras aos beneficiários.
Petrobras
Em janeiro, a estatal apresentou durante reunião do Conselho de Administração um cálculo que indicava a necessidade de uma baixa contábil de R$ 88,6 bilhões nos ativos da companhia referentes às perdas com corrupção ligadas à operação Lava Jato. O número apareceu em comunicado da então presidente da estatal, Graça Foster. No entanto, Foster considerou a metodologia usada inadequada, e prometeu um novo método de cálculo.
Graça Foster, contudo, deixou o comando da companhia no dia 4 de fevereiro. Ela foi substituída por Aldemir Bendine, até então presidente do Banco do Brasil.
Paulo Roberto Costa
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa não foi incluído nos pedidos de condenação, segundo o MPF, por conta do acordo de delação premiada firmado com o órgão. No acordo, ele se comprometeu a devolver recursos mantidos no Brasil e no exterior, além de arcar com indenização cível e relatar as irregularidades de que tinha conhecimento. O MPF pede, no entanto, uma declaração da práticos de atos de improbidade por Paulo Roberto Costa, acusado de ter sido cooptado pelas empreiteiras, mediante recebimento de propina.
Detalhamento
Ao todo, são alvos das ações 28 pessoas físicas e 13 pessoas jurídicas. Elas foram divididas dentre as cinco ações de acordo com o grupo econômico a qual pertencem.
Na OAS, são cinco pessoas físicas e três pessoas jurídicas. O total cobrado deste grupo pelo MPF é de R$ 988.731.938,98, dividido em: R$ 70.623.709,93 por danos materiais; R$ 706.237.099,27 por danos morais coletivos; e R$ 211.871.129,78 de multa civil.
No núcleo da Camargo Corrêa e Sanko são cinco pessoas físicas e quatro pessoas jurídicas. O total cobrado deste grupo pelo MPF é de R$ 845.396.727,37, dividido em: R$ 60.385.480,53 por danos materiais; R$ 603.854.805,26 por danos morais coletivos; e R$ 181.156.441,58 de multa civil.
Na Mendes Jr. são seis pessoas físicas e duas pessoas jurídicas. O total cobrado deste grupo pelo MPF é de R$ 1.043.867.419,61, dividido em: R$ 74.561.958,54 por danos materiais; R$ 745.619.585,43 por danos morais coletivos; e R$ 223.685.875,63 de multa civil.
Na Galvão Engenharia são cinco pessoas físicas e duas pessoas jurídicas. O total cobrado deste grupo pelo MPF é de R$ 1.058.963.242,68, dividido em: R$ 75.640.231,62 por danos materiais; R$ 756.402.316,20 por danos morais coletivos; e R$ 226.920.694,86 de multa civil.
Por fim, na Engevix são cinco pessoas físicas e duas pessoas jurídicas. O total cobrado deste grupo pelo MPF é de R$ 538.850.198,60, dividido em: R$ 38.489.299,90 por danos materiais; R$ 384.892.999 por danos morais coletivos; e R$ 115.467.899,70 de multa civil.
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VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

Governo também quer “impeachment”… da Lava Jato. Cardozo tem “problema psicológico” com a operação



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O governo do PT quer melar a Operação Lava Jato.
Eu sei, eu sei: não é novidade. A novidade é que, há duas semanas, o ministro petista da Justiça – ou da Justiça petista, tanto faz -, José Eduardo Cardozo, desaconselhou pessoalmente a UTC a fechar um acordo de delação premiada e, depois disso, os representantes da construtora de Ricardo Pessoa recuaram nas conversas com o Ministério Público para o acordo de delação, assim como os da Camargo Corrêa e da OAS.
“Na quarta-feira (um dia depois do encontro em Brasília), fomos orientados a suspender as conversas com os procuradores”, confidenciou à VEJA um dos advogados do caso.
A edição desta semana da revista revela:
“Na reunião, que não constou da agenda oficial, Cardozo disse” ao advogado Sérgio Renault, defensor da UTC, “que a Operação Lava-Jato mudaria de rumo radicalmente, aliviando as agruras dos suspeitos de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. O ministro afirmou ainda que as investigações do caso envolveriam nomes de oposicionistas, o que, segundo a tradição da política nacional, facilitaria a costura de um acordo para que todos se safem.”
Curiosamente, este é o mesmo ministro que declarou ao Estadão no dia 11:
“Quem tenta envolver a presidenta [no petrolão] age com dois pesos e duas medidas. Aqueles que querem fazer isso têm motivação política e problema psicológico, por não aceitarem o resultado das urnas. Exibem sentimento de frustração.”
Quem é mesmo que tem “motivação política” e “problema psicológico”? Quem “age com dois pesos e duas medidas”? Quem é o petista que segue pela enésima vez a recomendação atribuída a Lenin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”?
Em nome do governo, Cardozo quer o “impeachment” da Lava Jato por não aceitar o eventual resultado das investigações – e exibe o seu sentimento de frustração com o risco de que elas atinjam a alta cúpula do seu partido. Um ministro da Justiça que boicota assim a Justiça é apenas mais um justiceiro a serviço do PT. O partido quer enterrar a operação do Ministério Público e da Polícia Federal mais fundo do que está enterrado o cadáver de Celso Daniel.

Dilma deve sinalizar correção de ao menos 4,5% no IR

Nas contas do governo, se a correção da tabela ficar em 6,5%, o impacto será de 7 bilhões de reais

Segundo jornal, gesto ao Congresso serviria para evitar que Legislativo derrube o veto presidencial contra um reajuste de 6,5%

A presidente Dilma Rousseff (PT) deve fazer um gesto ao Congresso na semana em que se prontificará a corrigir em pelo menos 4,5% a tabela do Imposto de Renda (IR) da pessoa física. Segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo, o objetivo é evitar mais uma derrota no Congresso. Para isso, o governo tentará mobilizar a base de apoio, argumentando que um reajuste maior prejudicaria o esforço fiscal para reduzir o gasto público.
Nas contas do governo, se a correção da tabela ficar em 4,5%, o impacto será de 5,3 bilhões de reais. Se subir para 6,5%, custará aproximadamente 7 bilhões de reais. A correção da tabela em 4,5% foi uma das promessas de campanha de Dilma, mas a deterioração nas contas públicas fez o Planalto reconsiderar a conveniência da proposta. Segundo a Folha, há duas correntes mais fortes na Esplanada: uma que defende a correção em 4,5% e outra que sugere um índice um pouco maior, mas não superior a 5%.
Nos bastidores, especula-se que ou Dilma faz um aceno ao Congresso ou muito possivelmente a Casa derrubará o veto presidencial contra um reajuste de 6,5%, de janeiro passado. Este desfecho fragilizaria ainda mais a imagem do Planalto e da própria equipe econômica em relação a sua capacidade de evitar a aprovação de "bombas fiscais" no Legislativo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

10 anos de YouTube em 10 vídeos

Criança assiste vídeo no YouTube






Em 14 de fevereiro de 2005, os amigos Chad Hurley, de 28 anos, e Steve Chen, de 26, acessaram seus computadores dentro de uma garagem em São Francisco, na Califórnia, e decidiram registrar sua nova invenção sob o domínio youtube.com. O resto da história todo mundo sabe.
Dez anos depois da fundação, o YouTube se tornou o maior símbolo da cultura digital do mundo. Disponível em 73 países e 61 línguas, o site hoje recebe cerca de 300 minutos de vídeos por minuto e sua marca, de acordo com os analistas, vale mais de 40 bilhões de dólares.
Desde que fora adquirida em outubro de 2006 pelo Google por 1,6 bilhão de dólares em ações, a plataforma se tornou palco de tantas tendências que, para contar sua história, é preciso revisitar algumas das mais importantes. Tendo essa missão em vista, o site de VEJA selecionou os dez vídeos icônicos - por sua popularidade ou pela sua importância - ano a ano. Confira a lista abaixo.
10. Me at the Zoo (2005)
Dezenove segundos, uma câmera precária e nenhuma graça. O primeiro vídeo da história do YouTube está longe de ser um bom entretenimento: não passa de uma tímida descrição dos atributos de um elefante. Mas tem lá sua importância histórica. Além de mostrar que o serviço de vídeos via streaming de fato funcionava, o vídeo inaugural é protagonizada pelo alemão Jawed Karim, cofundador do site. Ele venderia sua participação no site três anos depois.
9. Evolution of Dance (2006)
O palestrante americano Judson Laipply, hoje com 38 anos, foi a primeira webcelebridade criada pelo YouTube. Em abril de 2006, subiu o vídeo de sua apresentação em que mimetiza por poucos segundos os passos de dança de dezenas de hits. O sucesso foi quase instantâneo. Atingiu o primeiro milhão de visualizações meses depois e, nos anos seguintes, participou de seriados, programas de TV e até figurou em um videoclipe da banda americana Weezer. Hoje segue na carreira de palestrante motivacional e, vez ou outra, dá seus passinhos.
8. Charlie Bit My Finger! (2007)
Em 2007 soubemos que internet combinava com vídeos de bebês. O mais famoso deles mostra o pequenino Charlie, de apenas um ano, mordendo o dedo de seu irmão de três anos, Harry. A fofura, a risada do caçula e o sotaque do mais velho tornaram a mídia um dos maiores virais da história. O vídeo original já teve mais de 810 milhões de visualizações e rendeu vários acordos publicitários à família dos garotos. Em 2011, de acordo com o jornal inglês Daily Mail, os pais dos garotos arrecadaram 100.00 libras com publicidade. Nada mal para uma simples mordida.
7. Avril Lavigne - Girlfriend (2008)
No ano em que o YouTube fora comprado pelo Google, o site estava começando a se tornar uma enorme plataforma de divulgação de música. Maior exemplo disso foi que o vídeo mais visto em 2008 fora um clipe da cantora canadense Avril Lavigne. O outro destaque do ano também foi musical: o grupo de paródias americano Lonely Island, que se tornou um fenômeno do YouTube com os escrachados clipes do disco Incredibad. (O vídeo original do clipe de Avril Lavigne fora removido e substituído por outro com o logotipo da marca digital Vevo um ano depois.)
6. Susan Boyle First Audition (2009)
Outra tendência que o YouTube nos mostrou: milhões de pessoas gostam de ver trechos de programas de TV na internet. Em 2009, o vídeo mais assistido foi a performance da então desconhecida inglesa Susan Boyle em um programa de talentos. Sem jeito e com estilo de uma modesta dona de casa, ela subiu ao palco e impressionou público e jurados com inegável talento vocal. Não demorou para que os fãs do programa passassem a compartilhar a mídia pelo YouTube. Susan se tornou fenômeno global. Depois do programa, impulsionada pelo sucesso virtual, vendeu mais de 20 milhões de discos pelo mundo.
5. Bed Intruder Song (2010)
O grupo americano Gregory Brothers inventou um tipo de entretenimento que muitos tentaram imitar nos anos seguintes: a transformação de vídeos jornalísticos em clipes musicais por meio do Auto-Tune, o famoso software para correção de voz. O ápice da fama veio em 2010, quando usaram a entrevista de um excêntrico morador que reclamava de um invasor de residências no subúrbio dos Estados Unidos. A fala cheia de gírias virou uma música pegajosa e se tornou viral. Não só: fez a canção se transformar em uma das mais vendidas no iTunes naquele ano.
4. Nyan Cat (2011)
Não há nenhuma razão científica que ligue os gatos à internet. Simplesmente acontece. Também não há explicação racional para que o vídeo Nyan Cat tenha se tornado um dos mais assistidos da história da internet e virasse, nos anos seguintes, símbolo da cultura digital.Com pouco mais de três minutos de duração, as imagens unem um desenho animado de um gato em pixel art a uma canção pop japonesa chamada Nyanyan!. Isso bastou para que o personagem protagonizasse diversos jogos e, até hoje, uma série de montagens.
3. Psy - Gangnam Style (2012)
Gangnam Style era para ser apenas uma bem-humorada crítica à elite de Seul, na Coréia do Sul, mas foi muito além: tornou-se o maior hit musical da história da internet. É até hoje o vídeo mais assistido do YouTube, superando 2 bilhões de visualizações. O autor da obra, Psy, um cantor sul-coreano que já era bem conhecido na Ásia, se tornou uma estrela também no ocidente e passou a gravar canções com estrelas da música americana como o rapper Snoop Dog.
2. Harlem Shake - Original Army Edition (2013)
A música Harlem Shake, do DJ americano Baauer, foi o maior meme de 2013. Como começou, poucos sabem. O fato é que milhares de grupos de amigos publicaram vídeos que consistiam em uma dança descontrolada na hora do refrão. Operários, jogadores de futebol, profissionais de escritórios, estudantes e passageiros de metrô participaram da brincadeira. Nenhuma agremiação teve mais sucesso do que o exército noruguês dançando sobre a neve.
1. Mutant Giant Spider Dog (2014)
Em 2014, duas coisas fizeram sucesso no YouTube: propagandas de futebol com a temática de Copa do Mundo e vídeos de humoristas semiprofissionais. Nesse segundo grupo, o destaque ficou para a pegadinha polonesa que colocou patas de aranha sobre o dorso de um cão para aterrorizar os transeuntes. O resultado foi uma mídia aterrorizante compartilhada aos milhões pelas redes sociais. Foi o vídeo mais assistido do ano passado com mais de 130 milhões de visualizações em menos de quatro meses. Superou até a milionária campanha da Nike.
Bônus: YouTube entrevista Obama (2015)
O ano está só começando, mas já há pelo menos um vídeo marcante: uma entrevista de membros do YouTube com o presidente americano Barack Obama, o que sugere que a plataforma está sendo cada vez mais usada também para conteúdos informativos.